EXCLUSIVO: Entenda o que a juíza alegou para anular operação em Bombinhas

Suspeitos de tráfico - sim, mesmo com provas concretas são suspeitos, já que a operação foi anulada - debocharam das autoridades e chegaram ao ponto de comentar na reportagem. Acompanhe na reportagem exclusiva do Jornal Razão.

EXCLUSIVO: Entenda o que a juíza alegou para anular operação em Bombinhas

Reprodução/ PMSC / Polícia Civil

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Após a reportagem do Jornal Razão sobre os desdobramentos polêmicos da justiça no caso da operação conjunta da Polícia Civil e Militar que desmantelou uma organização criminosa em Bombinhas, Santa Catarina, novos detalhes vieram à tona.

Segundo informações apuradas, a juíza responsável pelos mandados de busca e apreensão e prisão, além de alegar que as imagens obtidas na apreensão do DVR não foram obtidas legalmente, também considerou que houve "violação de domicílio" por parte dos policiais na ação.


Isso porque, segundo ela, a Polícia Militar fez errado em abordar os suspeitos e realizar buscas numa das conveniências após inúmeras denúncias de tráfico de drogas no local. Aliás, anteriormente, no mesmo estabelecimento, ocorreram prisões pelos mesmos crimes e incontáveis usuários de drogas relataram terem adquirido das mãos dos envolvidos após serem abordados pelas guarnições.

Um dos usuários que confessou ter comprado na referida “biqueira” é um vereador da cidade. Após sair do estabelecimento, ele foi abordado em posse de cocaína, se apresentou como parlamentar e disse ter adquirido o entorpecente na conveniência.

Apesar de todo este contexto, a juíza considerou ter se tratado de violação do direito inviolável do domicílio. "A busca e apreensão realizada em estabelecimentos comerciais sem a devida comprovação da existência de indícios concretos de que lá estariam os objetos a serem apreendidos, de forma indiscriminada, sem o cumprimento do requisito da individualização, é incompatível com o Estado Democrático de Direito", e "a medida cautelar de busca e apreensão, por ser a mais drástica, deve ser balizada por rigorosos parâmetros legais, sob pena de se transmudar em verdadeiro instrumento de repressão indiscriminada".

Os moradores da região estão preocupados com a atuação dos suspeitos que foram soltos após a anulação da operação. Vídeos e imagens foram enviados à polícia, mostrando a suposta quadrilha em ação, e em uma das gravações, um dos indivíduos aparece sacando uma pistola e fingindo atirar no rosto de um motoboy. Ele ri da situação, mas felizmente a pistola estava sem munição e ninguém ficou ferido.

Em ato de total desrespeito às autoridades, este mesmo suspeito denunciado pela PM e PC foi até a publicação e comentou, satirizando e debochando dos policiais: “O funcionário já foi afastado”.


Além disso, no dia em que houve a operação que apreendeu o DVR que provou toda a movimentação criminosa, inclusive com imagens dos suspeitos preparando, entregando e distribuindo cocaína dentro das conveniências, este mesmo rapaz publicou no seu Facebook debochando:

“Ai que dó, lá se foi a bebidinha e os pod (cigarro eletrônico) do final de semana. É foda quando eles não tem o que fazer é isso mesmo”

Diante do clima tenso na região, o Tenente Coronel Eder, comandante do 31° BPM, determinou o encerramento das ações de inteligência na comarca de Porto Belo, enquanto o Promotor da comarca informou que irá recorrer da decisão.

A anulação da operação gerou revolta e medo na população de Bombinhas. Os traficantes da suposta quadrilha fecharam uma avenida em Bombinhas, bradando gritos de que “a firma não iria parar”.

A situação em Bombinhas é preocupante e os moradores pedem soluções efetivas das autoridades para combater o tráfico de drogas e outras atividades criminosas. 

É importante garantir a segurança e a tranquilidade da população, e espera-se que as autoridades continuem trabalhando de forma coordenada e estratégica para enfrentar o crime e proteger os direitos e a segurança da população.